Onde comer

Guia gastronómico local

Guia gastronómico de Alicante

O que se come em Alicante, quando se come, onde se encontra e quanto custa.

Tudo o que vais encontrar neste guia

  1. 01O que tens de provarOs seis pratos que definem a cidade
  2. 02Pequeno-almoçoTosta com tomate, mollete, tortilha, café bombón
  3. 03Meio da manhã: o almuerzoBlanc i negre, montaditos, cerveja de pressão
  4. 04ArrocesA banda, senyoret, negro, com crosta, fideuà
  5. 05Cozinha alicantina do interiorOlleta, pericana, gaspacho manchego, borreta
  6. 06Peixe e mariscoQuisquilla, camarão vermelho, polvo seco, caldero
  7. 07Mercado CentralComer de pé, produto do dia
  8. 08SalgasMojama, ova, capellán, bacalhau
  9. 09Tapas e baresEnsaladilla, croquetes, gilda, coca, alcachofra
  10. 10Cozinha espanholaTortilha, presunto, pulpo á feira, leitão, pintxos
  11. 11Cozinha mediterrânicaHomus, moussaka, cuscuz, massa, peixe no sal
  12. 12Quanto custa comerDe 6 € a 50 €: a escala real
  13. 13Menu do diaEntrada, prato principal, sobremesa e bebida
  14. 14Buffet livrePreço fixo, famílias e grupos
  15. 15Lanche e docesTurrón, gelado, horchata, cheesecake
  16. 16Jantar: italianoPizza napolitana, carbonara, burrata
  17. 17Carnes e grelhaEntrecosto, secreto, chuletón, picanha
  18. 18Alicante internacionalArepas, tacos, kebab, sushi, poke, libanês
  19. 19Comer de madrugadaHambúrguer, kebab, churros, sanduíche
  20. 20Por zonasCentro, Explanada, porto, San Juan, bairros
  21. 21Todos os locaisEmentas revistas prato a prato

Se vens a Alicante

Isto tens de provar

Sejamos honestos: aqui vem-se para comer arroz. E não um arroz qualquer — esqueçam a paella com marisco e chouriço. O arroz a banda é o clássico incontestável: o peixe cozinha-se à parte para se obter um caldo que se molha com pão até à última gota.

Mas não fica por aí. O arroz com crosta, uma joia da Vega Baja também venerada em Alicante, leva uma 'touca' de ovo batido gratinado que forma uma camada dourada no forno. Não é para todos os dias, mas num dia de festa não tem preço.

E não é só arroz: somos também gente do mar, com uma lota que traz tesouros todos os dias. As quisquillas frescas, pequeninas e quase transparentes, cozidas em água do mar, transportam-nos diretamente ao Mercado Central.

E que dizer da coca amb tonyina, o prelúdio indiscutível das Fogueiras de San Juan, comida durante junho e julho. Massa fina e estaladiça, recheada com atum e cebola refogada, com pinhões e por vezes pimentão.

E para terminar, o turrón. Sim, o turrón, que não é só coisa de Natal, por muito que o associemos a essa época.

Não podemos esquecer a olleta alicantina, um prato humilde e reconfortante, perfeito para os dias mais frios de outono e inverno.

Momento · 8:00–10:30

Tomar o pequeno-almoço em Alicante

Aqui o pequeno-almoço é muito mais do que encher o estômago; é um ritual. A maioria de nós faz-lo ao balcão do café habitual, entre as oito e as dez e meia, sobretudo em bairros como El Pla ou perto do Mercado Central.

O que se pede? O clássico, claro. O café com leite é o rei incontestável. Quem prefere algo mais curto opta por um cortado. E para molhar, a tosta com tomate e azeite, simples e sempre acertada.

E não esqueçamos os churros com chocolate. Não são para todos os dias, mas de vez em quando não fazem mal. Os bons, feitos na hora na churraria da esquina, são estaladiços por fora e macios por dentro.

Um conselho de amigo para o turista: não peça um pequeno-almoço continental. O nosso é mais autêntico: café, tosta e algo mais se apetecer. Deixa-te levar pelo ambiente e pelo aroma a café acabado de fazer.

Este ritual matinal, que a muitos pode parecer um simples pequeno-almoço, é na verdade um pilar fundamental da nossa identidade alicantina.

Momento · 11:00–13:00

Meio da manhã: o almuerzo

Aqui o meio da manhã não é um simples lanche; é quase uma religião. Entre as onze e a uma, os bares enchem-se por completo: o pedreiro, o funcionário de escritório, o reformado — todos partilham mesa, risos e o almuerzo.

O que se come para seguir o dia com energia? A sandes de choco na chapa é um ícone, com maionese suave ou, para os mais corajosos, allioli caseiro. A sandes de lombo com pimentos também nunca falha.

Um erro comum de quem nos visita é pedir café durante o almuerzo. Pode pedir-se, mas não é o costume: aqui bebe-se uma imperial bem fresca, ou um vinho branco da terra para quem quer algo mais distinto.

Não esperem luxos: isto é o almuerzo operário, na sua forma mais pura. Bares simples, mesas de fórmica com marcas de batalhas passadas, cadeiras que resistem a tudo.

Lembro-me de uma vez no bairro de San Blas, num bar de sempre que cheira a história e a fritura.

Momento · 13:30–15:30

O meio-dia é dos arroces

O arroz ao meio-dia está no nosso ADN. Não é uma refeição qualquer, é um ritual que paralisa a cidade entre a uma e meia e as três e meia. Não é para engolir e sair a correr, é para saborear cada grão.

O arroz a banda é um clássico que fala do mar sem adornos. O peixe cozinha-se 'à parte' para extrair um caldo puro, com o qual depois se cozinha o arroz: caldoso, com sabor a mar que nos transporta à lota.

Depois há o arroz do senyoret, para quem não quer sujar as mãos: todo o marisco — camarão, lulas, choco — vem já descascado e cortado, pronto a comer.

E para pratos contundentes que reconfortam: o arroz com crosta, feito no forno com enchidos e carne, coroado por uma camada de ovo batido que ganha uma crosta dourada. Não é leve, por isso não é muito amigo do verão.

E mesmo não sendo arroz, a fideuà ganhou o seu lugar nesta categoria: massa fina e tostada que absorve todo o sabor do marisco. Come-se tradicionalmente diretamente da paellera, com colher de pau.

E chegamos ao momento máximo, o santo graal de qualquer bom arrozeiro: o socarrat.

Cozinha local

A cozinha alicantina que não é arroz

A costa é uma maravilha, com o seu arroz a banda e as suas salgas, isso já sabemos. Mas o interior, a montanha, é outra história: sabores fortes, comida de colher que reconforta e tradição que se sente em cada garfada.

Não podemos esquecer a pericana, uma maravilha de qualquer taberna de serra: bacalhau desfiado, pimentos secos, um bom fio de azeite virgem extra e alho roxo, tudo trabalhado à mão.

Depois há a pebrereta, semelhante à pericana mas com tomates assados e pimentos vermelhos, uma variante mais suave e doce. E o giraboix, com acelgas e grão-de-bico, feito com o que havia em casa.

A cozinha do interior é a antítese da cozinha costeira.

E não penseis que esta cozinha é só para os dias frios.

Meio-dia e noite

Peixe, marisco e produto da lota

Quando falamos do mar aqui, não brincamos. A quisquilla de Santa Pola tem de ser provada para se entender: pequena mas intensa, doce, comida às mãos-cheias, com um sabor salgado que transporta diretamente à praia.

O polvo seco desconcerta quem não é daqui. Nós, que o comemos desde pequenos, sabemos que é uma iguaria: um bocadinho na brasa com um fio de azeite virgem extra, e nada mais é preciso.

O choco na chapa é outro clássico incontornável, presente em qualquer chiringuito da praia de San Juan ou restaurante perto da Explanada. Fresco, no ponto certo, com alho picado e salsa fresca.

E se falamos de peixe grelhado, não posso deixar de mencionar a dourada ou o robalo selvagem. Aqui preparam-se inteiros, com cabeça, porque é aí que está o sabor. Na chapa, com um bom fio de azeite.

Para entender de verdade, tens de ir a uma das nossas lotas. A de Santa Pola é um espetáculo ao amanhecer, ou a de Alicante junto ao porto. Ou ao Mercado Central, um templo da gastronomia.

Não é só ir comer, é viver o processo, o respeito pelo produto, desde o mar até ao prato.

Experiência

O Mercado Central como forma de comer

O Mercado Central é, para o alicantino de gema, muito mais do que um lugar para fazer compras; é o epicentro da nossa gastronomia. De manhã cedo, quando o sol mal desponta, já se sente esse aroma inconfundível a mar e a horta.

Depois de provar queijo curado e enchidos caseiros, percebe-se que o Mercado é um universo em si mesmo. Os balcões entre as bancas são uma tentação irresistível ao meio-dia: camarões vermelhos na chapa, lulas à andaluza, e para terminar uma horchata fresca ou um gelado artesanal.

O ambiente a essas horas é simplesmente inigualável.

Mas atenção: o Mercado tem os seus próprios horários, e se não estiveres atento, ficas sem nada.

Prato local

Salgas: a despensa alicantina

As salgas são aqui mais do que um costume; são uma herança que se saboreia em qualquer bar. Não há aperitivo sem mojama ou ova, ou sem as bandejas orgulhosamente expostas nos bares tradicionais do centro. Esta técnica ancestral de curar em sal era a forma de conservar o alimento antes do frigorífico.

A mojama de atum é um clássico imprescindível: o lombo do atum, tratado com cuidado e prensado. Corta-se em fatias finas, quase transparentes, servida com um bom fio de azeite virgem extra da província.

Depois há o capellán, um peixe mais humilde mas de sabor intenso: bacalhau seco ao sol nos terraços e pátios das casas antigas do Raval Roig, onde o ar salgado lhe dá um toque inconfundível.

Come-se sem espinhas, espalhado numa fatia de pão de aldeia com tomate ralado da horta alicantina, acompanhado de cebola tenra cortada fina e um bom fio de azeite: um sabor genuíno que transporta diretamente ao Alicante antigo.

As salgas são tão enraizadas na nossa identidade que a sua presença é constante nas festividades. O que seria de uma barraca nas Fogueiras sem uma bandeja de salgas a acompanhar a sangria ou a mistela?

E que dizer do bacalhau salgado, um capítulo à parte da nossa gastronomia.

O dia todo

Tapas e bares

As tapas aqui são quase uma religião, uma forma de vida. Não procures cartazes gigantes de 'TAPAS' em cada esquina: estão simplesmente ali, no balcão, à espera. Alguns locais mantêm as suas especialidades fixas, outros vão renovando.

Não esperes encontrar a mesma tapa em todos os bares, mas há clássicos que nunca falham. Os montaditos, por exemplo, são uma aposta segura: pequenos, variados, perfeitos para provar um pouco de tudo.

Um erro comum de quem vem de fora é pedir a tapa como prato principal. Aqui é para petiscar, partilhar com uma cerveja bem fresca ou um vinho local. Peçam uma ou duas, provem com calma, e mudem de sítio se apetecer.

Não se preocupem se um local não tiver uma ementa de tapas enorme: às vezes as mais simples são as melhores. Perguntem sempre o que há fora da carta ou o que chegou fresco nesse dia, sobretudo se for marisco.

Atenção também aos horários, que aqui são especiais: esqueçam sair a petiscar às cinco da tarde, a não ser que procurem um sítio muito turístico.

Do resto de Espanha

Cozinha espanhola em Alicante

Somos muito da nossa terra — o arroz a banda, a olleta, a fideuà correm-nos no sangue. Mas isso não impede de apreciar outras cozinhas de Espanha. A galega, por exemplo, é um clássico que nunca falha, com o seu pulpo á feira.

E que dizer da empanada galega, de atum, de carne ou até de vieiras. Essa massa folhada é perfeita para partilhar ou levar para casa. As padarias dos bairros de Campoamor e Carolinas dominam esta arte na perfeição.

E depois a basca. Que dizer de uns bons pintxos, com o seu balcão colorido no Mercado Central ou nas ruas próximas. Ir provando um a um, com uma cerveja fresca ou um txakoli, é uma experiência a viver com calma.

por ali. Cada pintxo era uma surpresa. E a txuleta — essa carne na brasa, no ponto exato, desfaz-se na boca. Aqui não há a mesma tradição de sidraria, mas não é difícil encontrar um restaurante que se atreva com ela, com legumes da horta alicantina.

Para a txuleta, um bom truque é perguntar a origem da carne e o tempo de maturação; demonstra interesse e garante o melhor corte.

por dentro.

E da Andaluzia, que dizer?

Do mar do meio

Cozinha mediterrânica

A cozinha mediterrânica é levada muito a sério por aqui, não só como algo nosso, mas como um universo de sabores banhado por este mar que nos dá vida. De Itália a Marrocos, passando pela Grécia e o Líbano, todos os pratos partilham algo: o sol, o azeite virgem extra das nossas serras e a boa companhia.

Uma coisa que sempre me diverte é a surpresa de quem vem de fora ao ver a verdadeira variedade da nossa oferta. Pensam que a mediterrânica é só peixe fresco na chapa e saladas simples. E sim, isso está ótimo, mas há muito mais: o italiano, com uma pizza napolitana ou uma massa al dente com marisco fresco.

E ao entrar no Líbano ou em Marrocos, a coisa fica ainda mais interessante: um tajine de frango com limão em conserva, homus caseiro, falafel estaladiço, um tabule fresco — sabores que transportam sem precisar de avião.

Para os mais aventureiros, os restaurantes dos bairros de Rabasa ou San Vicente del Raspeig têm propostas muito autênticas, muitas vezes geridos por famílias que trazem as receitas das avós. Perguntem pelas sugestões fora da carta.

Quanto a horários e costumes, a maioria destes restaurantes, sobretudo os mais autênticos, costuma abrir ao meio-dia e à noite.

Orçamento

Quanto custa comer em Alicante

Uma das perguntas mais frequentes é quanto custa comer aqui. Depende do que procuras. Se optares pelo menu do dia clássico, por doze ou quinze euros comes muito bem: entrada, prato principal, sobremesa, bebida e às vezes até café.

Se preferires petiscar, o orçamento é mais flexível: algo rápido com uma cerveja por cinco ou seis euros, ou um jantar mais completo com tapas por vinte a vinte e cinco euros por pessoa.

O arroz é outra história, e nota-se no preço. Um bom arroz por pessoa raramente custa menos de quinze euros. Com marisco, como camarão vermelho de Dénia, ou um arroz a banda, chega-se facilmente aos vinte ou vinte e cinco euros.

Para uma experiência de arroz autêntica, o melhor é ir a um local com tradição. Em agosto, com a cidade cheia, é quase impossível conseguir mesa sem reserva perto da praia de San Juan ou na Explanada.

Depois há as frituras de peixe e o marisco, outra joia da nossa gastronomia, sobretudo se gostares de molhar pão no molho.

E falando de doces, não podemos esquecê-los.

Em geral, em Alicante come-se muito bem sem ser enganado.

Preço fixo

Buffet livre

Para famílias numerosas com orçamento apertado, o buffet livre é uma salvação: sabes o que vais gastar, sem surpresas, e cada um come o que quer. Em Alicante há os clássicos buffets chineses e japoneses, com montanhas de arroz três delícias, e também opções mediterrânicas.

Quando compensa realmente um buffet? Depende da fome e da companhia. Se fores com quem come pouco, o preço fixo torna-se uma desvantagem. Mas se gostam de provar um pouco de tudo sem disparar a conta, é a vossa hora.

Em Alicante há bastantes asiáticos que adotaram este formato, sobretudo nas zonas de El Pla ou Vía Parque, com wok ao vivo onde escolhes os ingredientes e são cozinhados na hora.

A dinâmica é clara: ao fim de semana ou em hora de ponta pode haver fila. Uma vez dentro, atribuem-te mesa; a bebida é trazida pelo empregado, não se procura no buffet.

Ultimamente também aparecem opções de buffet com comida mais local ou mediterrânica, o que é uma boa notícia.

Momento · 17:00–19:00

A tarde: lanche, café e doces

Quando cai a tarde depois de um bom arroz e um passeio pela Explanada, apetece algo doce. E aqui há opções de sobra. O mais óbvio é o turrón — mas não só no Natal, come-se o ano todo.

Se fizer calor, o que acontece frequentemente de maio a outubro, um granizado de limão salva a vida: fresco, com um toque ácido que desperta os sentidos.

Depois há os clássicos: a toña, um pão doce e fofo, às vezes com um ovo cozido no meio, sobretudo pela Páscoa. Ou a mona, a mesma ideia mas mais festiva, decorada com figuras de chocolate.

Para os mais chocolatoiros, um bom chocolate quente, espesso e aromático, com churros acabados de fazer. Nunca falha.

E falando de gelados, não penseis que só há de baunilha ou chocolate.

Momento · 20:30–23:30

Jantar em Alicante

Hoje toca falar de italianos, que nem tudo é arroz e salgas. A oferta em Alicante é generosa. A pizza napolitana, com a sua borda grossa e alveolada, é a estrela, mas a romana, mais fina e estaladiça, tem os seus fiéis.

Mas há vida para além da pizza: a massa fresca é um universo à parte. Em muitos locais autênticos fazem-na eles mesmos, com farinha, ovos e dedicação — e nota-se. Uma boa carbonara, feita como deve ser, com guanciale e gema, sem natas.

Se procuras algo mais autêntico, as trattorias de bairro são uma aposta certa: pequenas, sem luxos, onde se come como em casa da avó. No bairro de Carolinas Altas o nonno ainda amassa a massa todas as manhãs.

E jantar em esplanada em Alicante é quase uma obrigação, graças ao clima. Noites frescas no verão e agradáveis no inverno com um casaco — perfeito para uma pizza ou massa com amigos, com vista para a Explanada ou o porto.

Se te animas a procurar uma dessas joias, afasta-te um pouco das zonas mais turísticas, embora no centro também haja surpresas.

Jantar

Carnes e grelha

A carne aqui é levada a sério, com uma cultura de qualidade que se nota até no corte. Preferimos um bom chuletón com osso e a gordura certa a um hambúrguer gourmet cheio de ingredientes que mascaram o sabor.

A brasa é a protagonista em muitos dos nossos restaurantes de carne, sobretudo no centro ou no Ensanche. Se for a lenha, então é outro nível — o aroma inconfundível, a côdea estaladiça.

Ao pedir carne, o ponto de cozedura importa: um bom chuletón deve estar quase mal passado. Se pedires 'bem passado', podem olhar-te com estranheza, mas servem-te como quiseres.

Um conselho para quem vem de fora: não te deixes levar por cartazes luminosos que prometem 'o melhor chuletón do mundo' a preços de saldo, sobretudo perto do porto. A carne de qualidade tem o seu preço justo.

Quando o corpo pedir carne, e não uma carne qualquer, procura os restaurantes com cheiro a lenha à entrada.

Cozinha de fora

Alicante internacional

Alicante tornou-se um crisol de culturas. Antes, para provar algo 'exótico' ia-se ao chinês da esquina; agora tudo mudou, para melhor. Passear pelo centro, pela zona de Castaños ou pelo Mercado Central, traz de repente um aroma que transporta para outro lugar.

O ceviche peruano é um espetáculo: fresco, com um toque de lima que desperta na hora. Em zonas como Ensanche e Benalúa fazem-no muito bem.

E a comida chinesa já não é só arroz três delícias e crepe primavera. Agora encontram-se, em ruas mais escondidas do centro ou em bairros como Carolinas, pratos verdadeiros e mais complexos: dim sum ao vapor, pato laqueado, pratos de Sichuan picantes.

A chegada destes sabores internacionais também transformou o ambiente de algumas zonas. Passear pelo bairro de San Gabriel ou perto da Praça de los Luceros ao fim de semana é como fazer uma pequena viagem, com famílias a desfrutar de um brunch com arepas.

Por isso, se alguma vez te cansares do arroz a banda ou do caldero — sem ofensa, continuam a ser uma maravilha — tens um mundo de sabores ao alcance sem sair de Alicante.

Momento · depois de sair

Comer de madrugada

Depois de uma noite de festa, quando o estômago ainda ruge, sabe-se bem o que fazer. Se saíres pelo centro, pela zona de Castaños, o mais provável é acabares num dos vários quiosques de kebab que pontuam a rua.

Se a noite for junto ao porto ou no Barrio, onde a festa se prolonga até de madrugada, muda pouco em essência: as hamburguerias de sempre, com a chapa sempre acesa, não as grandes cadeias, mas os locais de bairro que preparam um hambúrguer simples mas reconfortante.

E depois há o clássico dos clássicos para fechar a noite alicantina: os churros. Se a festa se prolongar até clarear, procurar uma churraria que abra cedo é uma tradição transmitida de geração em geração.

Um conselho de amigo: se estiveres nas zonas de festa mais populares, como o Barrio ou Castaños, encontrarás mais opções abertas até tarde. Procura as ruas perpendiculares às principais.

Outro conselho, fruto da experiência: não te preocupes se não encontrares o sítio mais glamoroso nem a decoração mais moderna.

Geografia

Onde comer segundo a zona em que estás

Ao falar de comer em Alicante, vem logo à cabeça o centro e o Mercado Central. Aqui há vida, e da boa, desde que o sol nasce. Em redor do mercado, ruas como Calderón de la Barca ou Avenida Alfonso el Sabio fervilham de bares e restaurantes.

Depois há o Barrio, o nosso casco antigo, à sombra do Castelo de Santa Bárbara. Ruas mais estreitas e labirínticas, casas coloridas, um ambiente boémio. Muitos turistas acabam aqui, sobretudo perto da Concatedral de San Nicolás.

Rumo ao porto e à Explanada entra-se noutra dimensão, mais aberta e luminosa: comer com vista para o mar tem sempre um encanto especial, embora os preços também subam um pouco. Locais elegantes para uma ocasião especial, e outros mais informais para petiscar.

Seguindo a linha da costa ficam as praias. A Praia de San Juan é uma zona de veraneio, mesmo para os alicantinos, cheia de chiringuitos e restaurantes com esplanada que ganham vida ao sol.

Mas Alicante é muito mais do que as suas zonas turísticas.

Em bairros mais residenciais, como La Florida ou Pla del Bon Repós, é habitual encontrar o menu do dia a preços muito competitivos, perfeitos para comer bem e em abundância sem gastar muito.

Confiança

Todos os locais

Escolher restaurante em Alicante é um pouco como pescar. O meu conselho para quem vem de fora é observar um pouco antes de sentar, passear e ver o ambiente. Um bom sinal é sempre ver gente local, a falar valenciano ou com o sotaque característico.

Outra coisa que me inspira confiança é o quadro de sugestões escrito à mão. Se têm os pratos do dia escritos à mão, isso indica produto fresco desse dia, ajustado ao que o cozinheiro encontrou de manhã no mercado.

E se falamos de arroces, o nosso cartão de visita, convém prever com antecedência. Um bom arroz alicantino, com o seu caldo de peixe e o ponto perfeito, não se faz em cinco minutos. Se pedires sem reserva prévia, arriscas um arroz feito à pressa ou reaquecido.

Lembro-me de uma vez, no Barrio, em que uns turistas se sentaram numa esplanada com preços exagerados.

Perguntas frequentes

O que comer em Alicante se só tiver um dia?

Um arroz a banda ou um arroz do senyoret ao meio-dia, e à tarde tapas com salgas — mojama, ova — no centro. Se ainda houver espaço, umas ostras ou produto do mar perto do Mercado Central.

A que horas se come em Alicante?

Pequeno-almoço das 8:00 às 10:30, almuerzo das 11:00 às 13:00, almoço das 13:30 às 15:30 e jantar a partir das 20:30, com cozinhas que costumam fechar entre as 23:00 e a meia-noite. A comida rápida e internacional alarga esses horários.

Porque é que os arroces só se servem ao meio-dia?

Porque se cozinham na hora e demoram entre 25 e 40 minutos, e porque tradicionalmente é a refeição principal do dia. Muitos restaurantes de arroz não os servem à noite.

Quanto custa comer em Alicante?

Um menu do dia costuma ficar entre 12 € e 18 €. Petiscar ronda os 15-25 € por pessoa. Um arroz num restaurante especializado costuma custar de 18 € a 30 € por pessoa. A comida rápida resolve-se entre 6 € e 12 €.

Onde se come melhor: centro, porto ou praia?

O centro e a área do Mercado Central concentram tapas e produto. O porto é jantar com vista e preço um pouco mais alto. A Praia de San Juan funciona bem para arroces e refeições em esplanada junto ao mar.

É possível comer de madrugada em Alicante?

Sim, sobretudo no centro e no Barrio: kebab, hambúrgueres, pizza por fatia e churros. Os horários variam por local e dia da semana, por isso confirme antes de sair.

De onde vêm os preços deste guia?

Das ementas e menus que revimos local a local. São preços de referência, não tarifas oficiais, e podem mudar sem aviso.

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